CBESP

XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR PARTICULAR (CBESP)

(Rio de Janeiro/RJ, 21 a 23 de maio de 2026)

CARTA DA CIDADE MARAVILHOSA

Sob as bençãos do Cristo Redentor, o Rio de Janeiro/RJ, carinhosamente conhecido como “Cidade Maravilhosa”, sediou, entre os dias 21 e 23 de maio de 2026, o XVIII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP). Com o tema Instituições de Educação Superior Privadas: Uso de estratégias de escalabilidade na expansão com qualidade, o evento reuniu lideranças educacionais de todo o país para discutir soluções voltadas ao crescimento e ao desenvolvimento institucional sustentável.

O debate sobre o futuro da educação superior brasileira não poderia se dar em um momento mais simbólico. Há pouco mais de um mês, foi sancionado o novo Plano Nacional de Educação (PNE), válido para o decênio de 2026 a 2036. Seus objetivos e metas nasceram em um contexto de profundas transformações sociais, tecnológicas, econômicas e culturais.

Para dialogar com esse cenário, o XVIII CBESP contou com abordagem multidimensional e os seguintes eixos temáticos: gestão; governança; inovação acadêmica; transformação digital; escalabilidade; mercado educacional; políticas públicas; e comportamento do estudante. Entre seus princípios norteadores, destacam-se: qualidade, ética, inclusão, diversidade, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

Realizado pela Linha Direta e pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e promovido pelo Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, o CBESP contou com a participação de mantenedores, empreendedores, gestores, dirigentes e professores com o propósito de aprofundar o diálogo sobre temas estratégicos para a esfera educacional, principalmente diante de cenários de incertezas, como o enfrentado atualmente pelo setor educacional.

A programação contemplou uma variedade de atividades, como talks-shows, painéis, sala de vidro “instituto YDUQS”, exposição de produtos e de tecnologias, podcasts, networking e lançamento de livros, com destaque para a 46ª edição da Revista Estudos, da ABMES.

Essa diversidade de formatos permitiu a abordagem de temas gerais e específicos que integram as pautas global e educacional no contexto da contemporaneidade, inclusive de forma simultânea. Valem destaque, ainda, os relatos e as trocas de experiências pelas instituições privadas de educação superior, agentes decisivos para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

O XVIII CBESP também marcou uma nova fase na trajetória do congresso ao inaugurar uma abordagem que articulou educação superior, empreendedorismo e mercado na perspectiva da sustentabilidade institucional e da inovação, sendo esta abordada em um contexto muito mais amplo do que inteligência artificial ou ferramentas tecnológicas.

Entre os temas globais, estiveram em pauta: tecnologia na excelência e eficiência da gestão educacional; captação e retenção de talentos; modelação de equipes para a expansão das IES; marketing digital; conexão com o novo modelo de aluno; economia do Brasil em ano de Copa, eleição e guerras; educação superior e desenvolvimento; desafios e perspectivas das políticas públicas e da governança; e compliance no contexto da Era Digital.

Focada na interface entre inovação e educação, a sala de vidro contou com debates centrados em temas mais específicos, como: IA como facilitadora do processo de ensino-aprendizagem e como mediadora na relação docente e discente; estratégias de retenção e captação de alunos; novo marco regulatório para PMIES; impactos das mudanças regulatórias nas IES; novas sistemáticas de indicadores de qualidade e de avaliação; financiamento estudantil; inteligência de dados; e valor de marca como estratégia de eficiência.

Essa breve retrospectiva evidencia a densidade dos temas abordados, bem como a profundidade dos debates e reflexões que integram a agenda estratégica composta pela trilogia “educação superior, empreendedorismo e mercado”. Essa realidade é potencializada em cenários de diversidades e incertezas, como o globalmente experimentado na atualidade.

Nesse sentido, ao reafirmar a relevância da Agenda Programática do Fórum Brasil Educação, com seus objetivos, estratégias e ações, o XVIII CBESP apresenta, como resultado prático e efetivo dos debates e interações ocorridas ao longo dos seus três dias, as proposições a seguir.

Além de contribuir para a sustentabilidade e a expansão das instituições educacionais e para o fortalecimento da educação superior brasileira, a expectativa de congressistas, expositores, organizadores e patrocinadores é que essa agenda contribua para a construção de uma graduação cada vez mais inclusiva, diversificada e sustentável, com valorização dos postulados éticos, da cidadania e da democracia.

São, portanto, as proposições norteadoras do XVIII CBESP:

  • Implementar o Plano Nacional de Educação 2026-2036, considerando a articulação entre educação superior, empreendedorismo e mercado em momentos de incertezas e de complexidade.
  • Orientar o uso da inteligência artificial na educação superior, tendo como base a relação entre ser humano e tecnologia e promovendo a valorização dos professores enquanto mediadores do processo formativo.
  • Profissionalizar a governança e o compliance no âmbito das instituições, incluindo o uso de insumos como marketing digital e inteligência artificial.
  • Adotar processos e estratégias de gestão acadêmica e administrativa focados no novo perfil do aluno e nas competências exigidas pelo mercado profissional, visando a empregabilidade e a trabalhabilidade dos egressos.
  • Desenvolver modelos de regulação e de avaliação que valorizem o monitoramento e a ação pedagógica nos processos de acompanhamento e de expansão institucional.
  • Avançar em projetos educacionais que incorporem, de forma transversa, aspectos essenciais para a sociedade contemporânea, como empreendedorismo, meio ambiente e questões de gênero, de classe e de etnia.
  • Investir no aprimoramento de metodologias pedagógicas ativas e criativas e em processos de ensino-aprendizagem personalizados, com valorização das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) no contexto da criatividade e da inovação.
  • Compreender o aluno como o protagonista da sua formação acadêmica.
  • Ampliar a participação do setor privado na elaboração e no acompanhamento das políticas públicas para a educação superior.
  • Investir na sustentabilidade das políticas públicas de acesso à graduação, em especial do Fies e do ProUni.
  • Estimular a internacionalização por meio de convênios voltados às instituições de educação superior privadas.
  • Incrementar a educação continuada e permanente dos profissionais que atuam na educação superior por meio de projetos e programas de alcance regional, nacional e internacional.

O Fórum Brasil Educação reafirma seu compromisso com a promoção de uma educação superior de qualidade, inclusiva, diversa e sustentável em todas as suas dimensões (social, ambiental e institucional). Além disso, alinhado aos desafios contemporâneos e às transformações que marcam o século XXI, a entidade dedica especial atenção ao fortalecimento da gestão acadêmica e administrativa, estimulando modelos de liderança inovadores, estratégicos e coerentes com as demandas, complexidades e especificidades do cenário educacional contemporâneo.

Nessa perspectiva, torna-se cada mais evidente a necessidade de adoção de um novo paradigma educacional, pautado em uma educação empreendedora, verde, digital e humanizada. Trata-se de um modelo capaz de dialogar com as demandas da sociedade, com os diferentes perfis geracionais de estudantes e com as profundas transformações do mundo do trabalho. Criatividade, inovação e competências socioemocionais ocupam papel central na construção de processos formativos mais conectados à realidade complexa, dinâmica e imprevisível que caracteriza os tempos atuais.

Desta forma, o XVIII CBESP chega ao fim reafirmando o compromisso com as instituições de educação superior privadas, inquestionáveis protagonistas do desenvolvimento nacional, convicto de ter contribuído para instrumentalizar a necessária escalabilidade da expansão, sem jamais abrir mão do critério inegociável da qualidade.

Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular

Rio de Janeiro/RJ, 23 de maio de 2026.